domingo, 23 de maio de 2010

A Teoria das Formas de Governo - INTERVALO, Capitulo 5





É neste capitulo, de maneira simplificada, que Bobbio nos mostra a forma de governo que durante a Idade Média foi idealizada. Bobbio não se aprofunda muito nesse estudo, mostrando apenas o que considera essencial.
Por longo tempo, durante a Idade Média, não houve uma grande obra sobre as formas de governo, surgindo apenas na Idade Média Avançada uma das obras mais importantes – o defensor Pacis de Marcílio de Pádua.
Bobbio afirma, não generalizando, que “grande parte das teorias medievais sobre o Estado apresenta uma concepção negativa do Estado”. Ao contrário de Aristóteles, que via no Estado o caminho para uma vida boa, os pensadores medievais viam o Estado como controlador da justiça, usando da espada para tal fim, sendo que a salvação do homem e uma vida boa só poderiam ser promovidas pela Igreja.
Outra concepção negativa do Estado é encontrada em Marx, sendo que para Marx: “enquanto houver Estado haverá o domínio pela força, a coação, a repressão, a violência da classe que detém o poder sobre aquela que não o tem”.
Para os escritores cristãos a salvação do indivíduo depende outra sociedade paralela ao Estado, para Marx a solução está na dissolução do Estado, sendo assim, para os escritores cristãos a entidade que se contrapõe ao Estado é a Igreja e para Marx é a sociedade sem classes.
Os escritores cristãos têm um escasso interesse na classificação das formas de governo, pois o problema central dos escritores políticos dos primeiros séculos do cristianismo é um problema moral, trata-se da relação entre Estado e a justiça.
Data do fim do século XV uma classificação das formas de governo, na obra Tratado sobre o Tirano de Coluccio Salutati, em que há três formas de governo: o principatus regius, aquele em que o rei governa como pai sobre os filhos; o politicus, aquele em que o rei governa como marido sobre a esposa; o despoticus, aquele em que governa como o senhor sobre o escravo.

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