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Mostrando postagens de Junho, 2010

FILOSOFIA DA CIÊNCIA: INTRODUÇÃO AO JOGO E SUAS REGRAS

O titulo simplifica muito bem o que Rubem Alves nos transmite no decorrer do livro, mostra como surge uma teoria e como ela vai se modificando através do tempo. Vai aperfeiçoando-se na busca da melhor explicação dos fatos. Esse aperfeiçoamento, a troca de uma teoria antiga para uma nova, é o jogo da ciência . A finalidade do jogo é a busca da ordem, a compreensão dos fatos. Mas não é só a ciência que busca uma ordem, o senso comum, a sua maneira, também busca a ordem, de maneira simples, cheia de misticismo e crendices. Essa maneira é errada? Não, apenas uma outra óptica da compreensão do mundo. A busca da ordem inicia-se com um problema. A reunião dos dados desse problema levam à teoria. Essa teoria tem que resolver, ou no mínimo explicar, o “problema”. De uma forma geral, as teorias explicam muito bem todos os problemas, mas não são verdades absolutas. Aliás, na ciência, há poucas verdades absolutas, já que, Rubem Alves mostra claramente isso, a natureza responde as nossas pergunta

As Concepções Políticas do Século XX – NIETZSCHE CONTRA O ESTADO

Em nossa época, como observa Nietzsche, o Estado tomou o lugar da Igreja. Sob o termo cultura – cuja difusão é monopolizada pelo Estado, em particular através do sistema de ensino – ele assume, sob aspectos “modernos”, “laicos”, essa missão de domesticação sistemática. Poderes que abusam da cultura: 1º) O egoísmo das classes comerciais : O objetivo das instituições modernas de cultura deve ser o de levar cada pessoa – na medida em que sua natureza lhe permita – a reproduzir o tipo “coerente”, a prepará-lo para extrair de seu nível próprio de conhecimento e de saber o Maximo possível de felicidade e de lucro. Afirma-se que existe uma aliança natural e necessária entre a “inteligência” e a “propriedade”, a riqueza e a cultura, e mesmo que essa aliança é uma necessidade moral. 2º) O egoísmo do Estado : Pede-se à cultura que libere as forças espirituais. Essa liberação serve, ao contrário, para forjar cadeias. “A cultura encontra protetores entre todos os que têm